quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Mercado Popular Virtual

Eles passam o dia de olho no computador. De olho em cada compra feita por internautas em lojas virtuais. Desde 2000, a consultoria especializada em comércio virtual acompanha, através de uma pesquisa diária, o perfil, o valor e a satisfação dos clientes de mais de 1 mil lojas virtuais cadastradas.

Pedro Guasti, diretor da consultoria, é quem coordena a avaliação dos dados.Os números são surpreendentes: 90% das compras são feitas de casa, do local de trabalho e das lan houses; 80% dos negócios online são feitos com cartão de crédito ou boleto bancário.

Esse mercado movimenta mais de R$ 6 bilhões por ano, só no Brasil. Em 2007, o número de internautas cresceu 50%. Isso significa que, hoje, navegam na rede 39 milhões de brasileiros.

"A gente percebe que, com a nova facilidade de compra de computador, parcelamentos, um público que antes não comprava, começa a comprar, agora. A gente tende a verificar uma classe de renda começando a acessar a internet, a comprar”, diz o empresário Pedro Guasti.

Até R$ 1,2 mil. Esta é a renda familiar da classe C, considerada pela pesquisa. Mas o André Ori, auxiliar técnico, vive com menos. Por mês, ele recebe exatos R$ 900. Brutos. Líquidos são R$ 800. Casado, pai de dois filhos, ele é mais um que já caiu na rede.

“Esse computador eu comprei através de uma lan house e paguei no cartão”, conta André Ori.

André passa cada vez mais longe das lojas e vitrines. Ele é o exemplo típico do comprador virtual classe C, detectado pela pesquisa, que apontou, como principais vantagens para a compra via internet, o conforto, a praticidade. Além de um maior parcelamento nas compras.

“Eu estava pensando em comprar outro videogame, desfazer desse e até vender ele na internet, também. Estava pensando em comprar um outro produto melhor”, conta André.
Descobrir caminhos para fazer parte desse comércio virtual. Quem já tinha uma empresa física teve que deixar possíveis resistências de lado e aprender a vender longe do balcão.

Há três anos, o empresário Moisés Sirventer convenceu o pai a ter, também, uma loja virtual. Hoje, o empresário coordena o departamento de negócios virtuais criado por ele.

São 12 mil produtos cadastrados no site. Os mais vendidos são os de menor preço: tapetes, calotas e o campeão de vendas: capas para pneus. Os resultados vieram rápido. O crescimento anual da loja virtual é de 50%. E o faturamento mensal da empresa gira em torno de R$ 100 mil, que equivalem a um terço do faturamento da empresa mãe.

“O comércio eletrônico é um sonho. Então, no fundo a gente esperava”, afirma o empresário Moisés Sirventer.

O caminhão do sonho de consumo da classe C: eletro-eletrônicos, assim como na classe A, são os produtos mais vendidos pelas lojas virtuais.

Em uma loja, existe um show room com os produtos vendidos pela internet. São 1,5 mil itens fotografados e disponíveis no site da empresa, que tem, diariamente, 15 mil acessos e 110 vendas fechadas.

Com o crescente poder de consumo da classe C, a empresa desenvolveu, para esse ano, uma série de ações voltadas para conquistar esse público.

“Nós temos, assim, produtos com valor menor e aplicamos aí, condições pra que esse cliente possa comprar em 10, 12 vezes no cartão, sem juros. E colocamos, também, frete grátis, algumas facilidades que, antes, no e-commerce, eles não encontravam. Agora, isso já é uma realidade”, diz Eliane Freitas, gerene da loja virtual.

O cliente internauta precisa estar seguro de que se houver qualquer problema na compra virtual, pode ser resolvido no mundo real. Para tanto, os Sacs, Serviço de Atendimento ao Cliente, é estrutura fundamental. O dono da empresa, Mauro Strengerowski, lembra que o comprador virtual tem direitos até mais amplos que o convencional.

“Pela venda normal, ele teria até sete dias de prazo para poder desistir de uma compra, enquanto que no comércio virtual ele tem, até, 30 dias. E é tudo feito de uma forma eletrônica, muito prática, sem dor-de-cabeça”, diz Mauro.

Para montar uma pequena empresa on-line, o empresário explica que não é necessário um investimento muito pesado e sugere ao futuro empreendedor, os sites especializados no assunto.

“Não é nem um pouco complicado conseguir abrir o seu próprio negócio virtual, principalmente, para que se ofereçam serviços. Mas, também é importante conseguir acesso aos sites de busca, através dos quais, você coloca a atividade que está sendo procurada e o seu nome vai ser referenciado”, aponta Mauro.

Com tantos recursos, o panorama é promissor.

“Eu acho que a tendência inevitável é de um aumento muito, muito grande nesse tipo de venda”, acredita Mauro.

Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios

Um comentário:

Luciana disse...

Achei muito legal. Está bonito, leve e com assuntos super atualizados.